May 4 2011

Guilherme da Luz

Bom débito x Mau débito: Lições que o Pai Rico ensina para aprimorarmos a nossa vida financeira

Bom-Debito-Mau-Debito

A primeira vez em que li o livro Pai Rico, Pai Pobre de Robert Kiyosaki  foi na década passada, quando eu cursava comunicação social pela Universidade do Sul de Santa Catarina. Eu ainda lembro muito bem que tive um choque ao perceber a visão do autor em relação ao esforço, trabalho e vida financeira.  Robert abriu meus olhos e me mostrou que o sucesso financeiro não depende necessariamente de estudar duro, tirar excelentes notas na universidade e encontrar um bom emprego onde seremos eternamente gratos.

Na verdade, a independência e o sucesso financeiro são atingidos através de uma boa ideia e também de uma grande estratégia financeira.  Bill Gates, por exemplo, largou a Universidade de Harvard para fundar a Microsoft; Richard Branson largou a escola aos 16 anos e mais tarde fundou a Virgin e Farrah Gray já tinha juntado o seu primeiro milhão aos 12 anos de idade, na época em que também ajudava outros adolescentes a fundar o seu próprio negócio. Por outro lado, o autor revela que médicos, advogados e engenheiros com diplomas e pós-graduação também enfrentam problemas financeiros. O que se aprende na escola é apenas a educação formal. Porém, a educação financeira vai muito além do quadro negro, giz de cera , lápis e borracha.

A grande lição que se aprende está no tema central do livro: a diferença entre ricos e pobres é que os pobres trabalham pelo dinheiro e os ricos fazem o dinheiro trabalhar para eles. Em seu livro, Kiyosaki conta a história de dois pais: O pai pobre e biológico, que é um inteligente professor de universidade, mas que tem problemas financeiros. O outro é o pai de seu grande amigo, um homem que largou a escola aos 13 anos e que se tornou mais tarde uma das pessoas mais ricas dos Estados Unidos.

O autor deixa claro que para se atingir a alfabetização financeira é necessário que se aprenda a lidar com o dinheiro através das lições que a vida nos ensina, saber aprender a perder e lutar por uma melhor condição financeira. Você deve ficar mesmo zangado com as contas para pagar todo o fim do mês, através dos valores exorbitantes dos débitos, onde você se considera numa ratoeira onde a sua única saída é lutar para sair dela.

Por outro lado, nem todo débito é um mau negócio. Se você prestar atenção em seu orçamento é possível perceber que alguns débitos podem ser mais favoráveis que outros. Foque em suas finanças e aprenda a se livrar dos débitos, entendendo bem quais são os tipos de débitos considerados bons e ruins.

Bom débito vai te deixar rico: São considerados como uma forma investimento. Você pode ter a certeza de que nem tudo que é relacionado com débito é um mau negócio. Se você fizer uma compra que pode futuramente ser valorizada e contribuir para a sua vida financeira, pode-se dizer que este é considerado um bom débito, por exemplo: a compra de um imóvel. Já que eles normalmente valorizam e o empréstimo que você faz vai servir para pagar um investimento. Até mesmo financiar os estudos pode ser considerado um bom débito, desde que você adquira conhecimento e experiência para abrir um negócio ou investir em uma carreira promissora.

Mau débito vai te deixar pobre: Ocorre quando você usa as suas finanças para a compra de produtos e serviços que não vão te ajudar a acumular um bom débito. É o tipo de débito que afeta a sua saúde financeira, por exemplo: os cartões de crédito. Você jamais deve acumular débitos para comprar somente itens como roupa, comida e pagar a gasolina do carro. Se você usar o cartão de crédito para a compra destes tipos de itens tente pelo menos pagar a fatura completa no final do mês para evitar que a sua dívida se acumule. Até mesmo as prestações que você faz para tirar férias e viajar são consideradas um mau débito. Mesmo que te ajude a se sentir melhor e ter uma maior produtividade no seu retorno, este tipo de investimento  não vai melhorar as suas finanças.

Coloque este conceito em prática na hora de tomar suas futuras decisões financeiras, mas não se prenda somente a bons débitos ate mesmo porque pegar um empréstimo para investir em educação pode te trazer mais tarde um ótimo retorno. Faça uma análise de suas finanças e trace um plano para se livrar dos maus débitos, já que eles não oferecem nenhum beneficio e acabam custando muito mais que os seus bons débitos. Portanto, pague primeiro os cartões de crédito e o financiamento de carro antes de fazer um empréstimo imobiliário ou financiar os seus estudos.

Porém, algumas pessoas usam o bom débito para pagar o mau débito, através de  um financiamento para um imóvel , solicitando um valor um pouco maior e usando a diferença para pagar o mau débito. É uma boa ideia fazer um empréstimo para pagar outro. Utilize dinheiro para pagá-los  e evite adquirir mais débitos.

Portanto, lembre-se que o bom débito vai te deixar rico e o mau débito vai te deixar pobre. Melhore as suas finanças pessoais com inteligência e faça como o Pai Rico: torne-se rico e tenha sucesso financeiramente, sabendo utilizar o bom débito para combater o mau débito. Faça com que a sua riqueza pessoal cresça cada vez mais e que o dinheiro trabalhe sempre muito bem ao seu lado.

 

Sobre o autor: Guilherme da Luz

Guilherme da Luz, redator e tradutor, nascido em Florianópolis. Formado em Comunicação Social pela Universidade do Sul de Santa Catarina, já trabalhou em várias agências de propaganda em Santa Catarina e como freelancer, em Londres. Traduziu e segmentou campanhas publicitárias para o Brasil para clientes como YouTube, Wella, Chevrolet, Volvo, Sotheby's e Benetton. Participou também da organização dos Festivais Cannes Lions e D&AD.


Discussão

Anonimo August 3, 2012 at 4:10 pm

Nem tudo na vida é investimento. É preciso também gastar um pouco afinal, “caro é aquilo que não dá prazer”!

Eliseu Garcia Sanchez May 28, 2014 at 1:06 am

Olá,

Esse livro é uma falácia, seu autor foi condenado na justiça norte-americana, por dar prejuízo a seu divulgador.

Att.

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