February 6 2012

Regina Di Ciommo

Empréstimo para Empresas – se você é micro ou pequeno empresário do setor formal ou informal, informe-se e dê um impulso ao seu negócio!





Para o empresário, procurar financiamento para a operação de sua empresa pode significar um impulso para a ampliação de seu negócio ou a manutenção do fluxo de caixa necessário numa emergência ou mesmo para pagar seus fornecedores.

O empréstimo para empresas pode ter destinações diversas e as taxas de juros são bastante diferenciadas. Essas taxas podem ser pré-fixadas com prestações mensais de acordo com a Tabela Price. Na Caixa, o empréstimo a empresas pode ser conseguido com pagamento a ser parcelado com prazo de 03 a 24 meses, com um limite mínimo de R$3.000,00.

Uma das principais dificuldades encontradas pelas micro e pequenas empresas (MPEs) no Brasil é conseguir crédito para os investimentos de sua expansão e também para sua manutenção. O SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), realizada em 2006, mostrou que as MPEs procuram empréstimos bancários em 36% dos casos, durante pelo menos 5 anos.

Emprestimo para empresasDentre as MPEs que pediram crédito aos bancos em 2005, 27% não conseguiram. Quais seriam então os principais problemas que impedem a concessão de crédito às Micro e Pequenas Empresas? Na realidade esses problemas são causados por registro em algum dos órgãos de proteção ao crédito (20%), ou a projetos de viabilidade comprometida (20%). Além disso, outras razões (35%) estão no fato da empresa ser muito nova ou com faturamento incipiente, motivos que o banco considera de risco para o empréstimo a empresas.

Nesse caso, as MPEs vão buscar outras fontes informais de crédito, como o pagamento a prazo aos seus fornecedores, o cheque pré-datado, o pagamento com cartão de crédito, ou mesmo o recurso de pedir a agiotas, pagando juros altos. Até mesmo o empréstimo de amigos e parentes costuma ser utilizado.

O empresário precisa fazer um plano para o destino dos recursos do crédito. É preciso saber se esses recursos serão para o capital de giro ou o capital de risco. É possível conseguir ajuda dos bancos públicos e é preciso estar informado sobre os procedimentos burocráticos que envolvem a concessão do empréstimo a empresas.

Se o microempresário quer evitar burocracias, o caminho é buscar o microcrédito, para conseguir financiamento.  Essa é uma boa opção para as pequenas e microempresas que ainda são informais. Esse tipo de empréstimo para empresas é concedido por órgãos públicos, associações sem fins lucrativos e até organizações não governamentais. O microcrédito trabalha com valores que variam de R$200 a R$ 10.000. Os juros dessa modalidade são limitados, geralmente, a 12% ao ano, uma taxa menor do que aquela cobrada por outros tipos de financiamento. Outras taxas podem estar embutidas no negócio e o empresário deve estar atento a isso.

As exigências para o microcrédito variam de acordo com a agência financiadora. Entretanto a exigência fundamental é a de que o empresário não tenha registro aberto em órgãos de proteção ao crédito como o SPC e Serasa. Além disso, é necessária a residência na cidade onde será concedido o crédito. É possível que também um fiador tenha que participar da operação, como garantia.

Os bancos públicos e privados tem linhas de financiamento para micro e pequenas empresas. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem diretrizes para regular o crédito às empresas, que são classificadas de acordo com sua receita bruta anual. De acordo com as normas do BNDES as microempresas são aquelas com receita bruta anual até R$ 1,2 milhão; as pequenas empresas são as que tem renda bruta anual superior a R$ 1,2 milhão mas inferior ou igual a R$ 10, 5 milhões.

 

 

Sobre o autor: Regina Di Ciommo

Mestrado e Doutorado em Sociologia pela UNESP – Universidade Estadual Paulista, pós-doutorado em Recursos Naturais com especialização em Ecologia Humana. Pesquisadora da Universidade Estadual da Bahia, em Ilhéus, é professora de cursos de pós-graduação. Autora e coordenadora de projetos de desenvolvimento local e sustentabilidade, nos estados de São Paulo e Bahia.