Como consequência do crescente endividamento das famílias, a inadimplência está aumentando. Isso mostra um descontrole do consumidor para assumir novas dívidas.
A inadimplência aumentou 19,1% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados do Serasa, no início de junho de 2012. A avaliação de dívidas apontou que houve uma alta de 15,4% em comparação com junho de 2011.
Se você está com sua renda comprometida por dívidas que cobram juros altos, como cheque especial e cartão de crédito ou parcelas de alto valor, para pagar imóveis e veículos, é muito importante procurar uma maneira de aliviar o seu orçamento.
Segundo dados do Serasa, cada consumidor inadimplente tem uma média de quatro dívidas que não foram pagas. O mais preocupante é que 60% deles, ou seja, a maioria, tem um total de contas a pagar maior do que sua renda mensal.
As dívidas com lojas e utilizam carnês e as dívidas com bancos são as principais responsáveis pela inadimplência. Em seguida vêm os cheques sem fundos e os títulos protestados.
Em 2012 os cheques sem fundos devolvidos representaram um total de 2,08% de todos os cheques. Esse volume é maior do que no ano de 2010, mostrando que a inadimplência do consumidor aumentou.
Até para as empresas a situação vem se mostrando difícil, porque a inadimplência dos consumidores faz com que as vendas diminuam no mercado interno. Ao mesmo tempo, a crise internacional faz com que as exportações de produtos industrializados também estejam diminuindo. Esses dois fatores levam à inadimplência das empresas.
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Se você é um consumidor que se encontra entre os inadimplentes saiba que existem saídas.
Em primeiro lugar, você deve se estabilizar, através do pagamento das dívidas, de forma gradual e com força de vontade para que o ciclo de endividamento não recomece novamente. No segundo semestre do ano, a tendência é que a inadimplência diminua. No final do ano a situação pode se normalizar, principalmente com o pagamento do décimo terceiro salário.
Uma das soluções para sair dessa fase de aperto é procurar um empréstimo com juros menores do que os cobrados pelo cheque especial e cartões, principalmente as opções do consignado e CDC (Crédito Direto ao Consumidor). Utilize o crédito para liquidar o que deve e comece a pagar parcelas menores, com juros inferiores. Faça todo o possível para usar o 13º. salário na antecipação de parcelas, assim a dívida será paga mais rapidamente.
A organização das finanças vai permitir que você saia da crise até o final do ano e comece uma nova fase positiva no seu orçamento.